
Na avaliação do superintendente da Liga Norte-rio-grandense de Combate ao Câncer,
Foto: Marília Rocha
O dia mundial de combate ao câncer é comemorado nesta quinta-feira (8). A data é especial, pois alerta para os cuidados que a população deve ter com a doença, que atualmente é a maior causa de morte no mundo. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, no Brasil o câncer é a segunda causa de morte por doença, perdendo apenas para as complicações cardiovasculares.Na avaliação do superintendente da Liga Norte-rio-grandense de Combate ao Câncer, Roberto Sales, o sistema oncológico do Rio Grande do Norte está vivendo um bom momento, entretanto, ainda existem problemas a ser superados. “A liga trata de cerca de 90% dos casos de câncer do Estado, e faz isso disponibilizando à população um serviço de muita qualidade”, disse ele. As dificuldades enfrentadas ficam por conta da falta de condições de custear reparos na estrutura física da sede.Segundo Sales, a receita arrecadada pela Liga só é suficiente para suprir os gastos com o tratamento e o pagamento de funcionários. Ele informou que segue esperando pelo investimento de R$ 2,7 milhões prometido pela ex-governadora Wilma de Faria, enquanto ela ainda estava à frente do governo. Atualmente, o número de novos casos atendidos pela Liga gira em torno de 490 por mês. O índice apresenta um aumento de cinquenta diagnósticos mensais quando comparado aos números de 2008. “Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a previsão para este ano é de que sejam diagnosticados 6.270 novos casos no Estado”, disse.Nos homens, o tipo de câncer mais comum é o de próstata, seguido de pulmão e intestino. Nas mulheres, o câncer de mama é o mais recorrente, seguido pelo de colo de útero e intestino.Outro ponto preocupante exposto pelo médico é o fato de os pacientes que residem nas cidades do interior terem seus tratamentos prejudicados por falta de auxílio do poder público. “O ideal seria que os pacientes recebessem apoio de seus municípios, na questão de transporte principalmente, pois muitas vezes os tratamentos de quimioterapia e radioterapia demandam um deslocamento considerável”, explicou.A questão do envelhecimento da população também preocupa o especialista. Segundo ele, o país não está preparado para atender esta parcela da população. “O sistema de saúde brasileiro não pensa no envelhecimento da população, que agora tem uma qualidade de vida maior e precisa de maiores cuidados”, afirma. Essa preocupação tem uma explicação. Dados apontam que 97% dos pacientes em tratamento são adultos e idosos e apenas 3% são crianças.A Liga é composta por três unidades que atendem pacientes do SUS e do sistema particular de saúde. Lá eles recebem tratamento de radioterapia, cirurgias e exames, sendo a maioria (75%) oriunda do Sistema Único de Saúde (SUS). “Mensalmente, os números de diagnósticos, pacientes curados e de prevalências tem aumentado”, afirma Roberto Sales. A medicina identifica diversos fatores que motivam o aumento na incidência de câncer e dados apontam que mais de 90% dos casos tem motivação hereditária. Os outros 10% estão associados a influências ambientais. “É o caso do fumo”, confirma o médico. Para melhorar a qualidade nos serviços prestados aos milhares de pacientes, a Liga tem um sistema de doação que pode ser deposito em conta, cofres em farmácias, doação de notas fiscais e contribuição na conta de energia. Maiores informações: 4009 5578.o sistema oncológico do RN vive um bom momento.
Foto: Marília Rocha
O dia mundial de combate ao câncer é comemorado nesta quinta-feira (8). A data é especial, pois alerta para os cuidados que a população deve ter com a doença, que atualmente é a maior causa de morte no mundo. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, no Brasil o câncer é a segunda causa de morte por doença, perdendo apenas para as complicações cardiovasculares.Na avaliação do superintendente da Liga Norte-rio-grandense de Combate ao Câncer, Roberto Sales, o sistema oncológico do Rio Grande do Norte está vivendo um bom momento, entretanto, ainda existem problemas a ser superados. “A liga trata de cerca de 90% dos casos de câncer do Estado, e faz isso disponibilizando à população um serviço de muita qualidade”, disse ele. As dificuldades enfrentadas ficam por conta da falta de condições de custear reparos na estrutura física da sede.Segundo Sales, a receita arrecadada pela Liga só é suficiente para suprir os gastos com o tratamento e o pagamento de funcionários. Ele informou que segue esperando pelo investimento de R$ 2,7 milhões prometido pela ex-governadora Wilma de Faria, enquanto ela ainda estava à frente do governo. Atualmente, o número de novos casos atendidos pela Liga gira em torno de 490 por mês. O índice apresenta um aumento de cinquenta diagnósticos mensais quando comparado aos números de 2008. “Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a previsão para este ano é de que sejam diagnosticados 6.270 novos casos no Estado”, disse.Nos homens, o tipo de câncer mais comum é o de próstata, seguido de pulmão e intestino. Nas mulheres, o câncer de mama é o mais recorrente, seguido pelo de colo de útero e intestino.Outro ponto preocupante exposto pelo médico é o fato de os pacientes que residem nas cidades do interior terem seus tratamentos prejudicados por falta de auxílio do poder público. “O ideal seria que os pacientes recebessem apoio de seus municípios, na questão de transporte principalmente, pois muitas vezes os tratamentos de quimioterapia e radioterapia demandam um deslocamento considerável”, explicou.A questão do envelhecimento da população também preocupa o especialista. Segundo ele, o país não está preparado para atender esta parcela da população. “O sistema de saúde brasileiro não pensa no envelhecimento da população, que agora tem uma qualidade de vida maior e precisa de maiores cuidados”, afirma. Essa preocupação tem uma explicação. Dados apontam que 97% dos pacientes em tratamento são adultos e idosos e apenas 3% são crianças.A Liga é composta por três unidades que atendem pacientes do SUS e do sistema particular de saúde. Lá eles recebem tratamento de radioterapia, cirurgias e exames, sendo a maioria (75%) oriunda do Sistema Único de Saúde (SUS). “Mensalmente, os números de diagnósticos, pacientes curados e de prevalências tem aumentado”, afirma Roberto Sales. A medicina identifica diversos fatores que motivam o aumento na incidência de câncer e dados apontam que mais de 90% dos casos tem motivação hereditária. Os outros 10% estão associados a influências ambientais. “É o caso do fumo”, confirma o médico. Para melhorar a qualidade nos serviços prestados aos milhares de pacientes, a Liga tem um sistema de doação que pode ser deposito em conta, cofres em farmácias, doação de notas fiscais e contribuição na conta de energia. Maiores informações: 4009 5578.o sistema oncológico do RN vive um bom momento.
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