O Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen-RN) realizou o primeiro isolamento do vírus da dengue do Rio Grande do Norte, um procedimento importante para o controle eficaz da doença. A primeira amostra isolada obtida foi a do tipo 2, na última segunda-feira (05).“A realização desse procedimento é uma avanço no controle da dengue, pois, sabendo a tipologia do vírus é possível tomar as medidas necessárias para evitar uma epidemia. Além disso, nós podemos obter o resultado em cerca de 30 dias”, explicou a farmacêutica responsável pelo diagnóstico do isolamento viral no Lacen, Carmélia Dantas da Costa.Antes, a detecção dos subtipos do vírus da dengue - classificados em 1, 2, 3, e 4 - apenas era feita no Instituto Evandro Chagas, no Pará, e os resultados eram enviados para o RN cerca de seis meses a um ano depois do envio das amostras. A realização do serviço no RN, além de acelerar o conhecimento dos diagnósticos, vai dar mais agilidade ao trabalho desenvolvido pelas equipes de controle epidemiológico.“Sabendo quais tipos de vírus estão circulando pelo Estado, a equipe da Vigilância Sanitária terá melhores condições de trabalhar, sabendo que tipo de medidas deve tomar em cada região. Também estamos fazendo o mesmo procedimento para a Febre Amarela”, disse a diretora geral do Lacen, Maria Goretti Lins.O Laboratório de Isolamento Viral foi implantado no Estado em dezembro de 2009, a partir de uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde, para aquisição dos equipamentos necessários. Para a operacionalização do novo serviço, os servidores receberam capacitação de uma técnica do Instituto Evandro Chagas.“Esse laboratório é um local que se assemelha a um centro cirúrgico, quando falamos em limpeza e esterilização dos materiais utilizados na manipulação do material. Isso porque se o material for contaminado, não conseguiremos obter a tipologia do vírus”, explicou a farmacêutica.Ainda de acordo com Carmélia Dantas da Costa, o Laboratório de Virologia tem condições de receber uma média de 50 amostras por mês. Essas amostras serão colhidas de pacientes de todo o Estado. Para isso, a equipe do setor de virologia está enviando orientações para todos os municípios de como realizar a coleta do sangue e o transporte do material.“Nós somos apenas uma parte do processo, precisamos da colaboração de todos porque se as amostras não estiverem dentro das condições de conservação, elas não serão processadas”, disse a farmacêutica Carmélia.O próximo passo é realizar o isolamento viral a partir das vísceras de pacientes mortos, o que ainda é feito no Instituto Evandro Chagas. “Por enquanto, nós só fazemos a tipologia com os pacientes internados nos hospitais”, disse a farmacêutica.
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